BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO: UMA VIAGEM PELA CIÊNCIA, DIVERTIDA, PRÁTICA – Bill Bryson – o bibliótafo 3

Para contrariar as tendências bibliotáficas dos antigos bibliotecários, a BMPS mostra e divulga o seu acervo.

3.

Tit.: Breve História de Quase Tudo: uma viagem pela ciência, divertida, prática

Tit.: Original: A Short History of Nearly Everything

Aut.: Bill Bryson

Trad.: Daniela Garcia

Actualização do rext, introd. e notas: José M. Justo

Revisão: André Cardoso

Edit.: Quetzal Editores, 2005, 496 p. 

Catálogo: BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTE DE SOR

capa1pag2

Bill Bryson escreveu A Breve História de Quase Tudo por ser curioso, ele mesmo, e para satisfazer a curiosidade de outros igualmente curiosos. Ao constatar que ignorava o porquê de os oceanos serem salgados, ou de como os cientistas conheciam a constituição do interior da terra, o autor percebeu, constrangido, que afinal faltava-lhe saber muito sobre o mundo que o rodeava.

Fez pesquisa, contactou com cientistas e outros especialistas e deu início à tarefa maravilhosa de entender e explicar as principais áreas do conhecimento científico, com palavras simples e histórias carregadas de humor.  É o facto de conseguir dar uma visão em perspetiva, seja do universo, das ciências exatas ou do próprio ser humano, num tom divertido e com uma linguagem literária nada rebuscada que guia o leitor e o prende, seja qual for a temática.

Apesar de ser conhecido principalmente como jornalista e autor de livros de viagens, ganhou com este título o prémio Aventis para a melhor obra de divulgação científica, em 2004, e o Prémio Descartes, em 2005.

pag.jpg

«Bem-vindo. E parabéns. Ainda bem que chegou até aqui. Não foi fácil, eu sei. Para dizer a verdade, suspeito mesmo que terá sido um pouco mais difícil do que pensa. Em primeiro lugar, para que o leitor esteja aqui agora, foi preciso que triliões de átomos errantes tenham conseguido juntar-se numa dança intricada e misteriosamente coordenada, de forma a criá-lo a si. Trata-se de uma combinação tão única e especializada que nunca foi feita antes, e só vai existir desta vez. Durante muitos anos futuros (esperamos), estas partículas minúsculas irão dedicar-se sem qualquer queixume aos biliões de hábeis e articulados esforços necessários para o manter intacto e deixá-lo desfrutar da experiência supremamente agradável, mas geralmente subestimada, a que chamamos existência.» p.15

«Enquanto Einstein e Hubble se dedicavam afanosamente a desvendar a gigantesca estrutura do cosmos, outros lutavam apara compreender algo que estava um pouco mais à mão, mas, à sua maneira, igualmente remoto: o minúsculo e misterioso átomo. (…) Cada átomo que possuímos já passou com certeza por variadíssimas estrelas e foi parte de milhões de organismos pelo caminho, até se tornar parte de nós. Todos nós somos tão atomicamente numerosos, e tão vigorosamente reciclados no momento da nossa morte, que uma parte significativa dos nossos átomos (…) provavelmente já terá pertencido a Shakespeare.» p. 143

«Grande parte dos seres vivos é de pequenas dimensões, sendo, portanto difícil de detetar. Em termos práticos, isso nem sempre é mau. Teríamos um sono menos tranquilo se soubéssemos que o nosso colchão alberga qualquer coisa como dois milhões de ácaros microscópicos, que saem a altas horas cá para fora e se banqueteiam com os nossos óleos sebáceas e os flocos de pele estaladiços…»

Consultar catálogo da BMPS para ver mais títulos de Bill Bryson

logo simples

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.