35ª edição do clube de leitura da Biblioteca Municipal de Ponte de Sor | julho 2018

Foi ontem o último encontro do Clube de Leitura, no Ciclo do Sol Nascente.
Foi uma sessão que nos levou a catalogar as diferenças entre a literatura dos diversos países do extremo oriente.
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Estávamos ainda muito presos ao livro anterior que nos marcou profundamente.
Também o “Sputnik, Meu Amor” de Murakami nos afetou. A sua escrita suave, mas profundamente psicológica; o ambiente onírico e fantasista, característica do autor ganhou ainda mais mistério com a discussão entre os membros do grupo. Até onde se estendia o real? o que era sonho? O que leva o autor a usar temas recorrentes na sua escrita – a solidão? a falta de intimidade entre os seres que se amam? a música? a escrita?
Vamos certamente voltar a este livro!

resumo-foto

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35ª edição do Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ponte de Sor | julho 2018

 

cartaz

5ª feira | 19 de julho | 18:00h
Sputnik, Meu Amor | Haruki Murakami
Tradução de Maria João Lourenço | Casa das Letras
Primeira edição em português 2005

Em julho, o Clube de Leitura da Biblioteca Municipal (CLBMPS) termina a viagem pela literatura do Extremo Oriente com um autor do Japão, Haruki Murakami, nascido em 1949. Sputnik, Meu Amor é um belo romance, leve como uma pena que quase flutua, no entanto, é uma leitura que sub-repticiamente nos enreda numa teia de dúvidas; Murakami transforma uma história aparentemente vulgar e banal num enredo psicológico invulgar, que provoca qualquer leitor. Nada é certo!
Apesar do seu título intrigante, o autor oferece-nos, logo no início um enigma: a interpretação da metáfora. Em 1958, a cadela Leika foi enviada para o espaço a bordo do foguetão Sputnik. Infelizmente, apesar de famosa e de ter ficado registada na história da humanidade, a cadela não pôde ser salva pelo que morreu sozinha no espaço sideral. É, pois, de solidão que esta história nos fala: «Porque será que estamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?» pergunta o narrador na pág. 200.

Este é um romance terno, mas denso, que gira em torno de uma espécie de triângulo amoroso, em que as personagens cruzando os mesmos caminhos, não conseguem ultrapassar a barreira que os impede de ser mais íntimos e de aniquilar a solidão que os consome. Ao estilo de Murakami, este é um romance que impele à reflexão das relações e da condição humanas. Baseado na publicação

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o bibliótafo

logo simples

Para contrariar as tendências bibliotáficas dos antigos bibliotecários, a Biblioteca Municipal de Ponte de Sor mostra e divulga o seu acervo. Hoje, damos destaque a um grande livro, OS CRIADORES: uma história dos heróis da imaginação.

«Os Criadores estende ao mundo da arte a trilogia encetada nove anos antes com “Os Descobridores”. Depois dos exploradores e cientistas, Boorstin debruça-se sobre os artistas. Com enfoque de novo dado ao mundo ocidental, reflecte sobre as conquista do homem em áreas como a arquitectura, a música, a pintura, a escultura e a literatura – e a forma como estas tem vindo a influenciar as nossas vidas. É ele quem o diz: “Esta é uma história sobre como criadores de todas as artes expandiram, embelezaram, fantasiaram e complexificaram a nossa experiência” do mundo. Passando por autores como Dante, Giotto, Shakespeare, Goethe, Verdi, Wagner, Beethoven, Voltaire, Dickens, Sartre ou Kafka, cobrem-se dois mil anos de história.» in Público

1.

Tit.: Os criadores: uma história dos heróis da imaginação

Tit.: Original: The Creators – A History of Heroes of the Imagination

Aut.: Daniel J. Boorstin

Trad.: Ana Isabel Afonso, Fernanda Pinto Rodrigues e outros

Rev.: Maria do Rosário Pedreira e José soares de Almeida

Edit.: Gradiva, 1993

Catálogo: BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTE DE SOR

«Em algumas partes do mundo nem os pensadores mais profundos se debruçaram sobre o mistério da criação. As preocupações quotidianas ocupavam-lhes totalmente o pensamento e orientavam a sua filosofia. Prestavam pouca atenção aos enigmas da origem e do destino e também não se preocupavam com a eventual existência de outros mundos antes ou depois deste. Isso fê-los piores? A indiferença perante os mistérios da criação poupou-lhes energia para o trabalho neste mundo, mas foi também um sintoma de desconfiança em relação à mudança, uma relutância em imaginarem o novo.

“Se ainda não sabemos como servir o homem”, advertiu Confúcio (cerca de 551-479 a. C.), “como poderemos saber como servir os espíritos?” Quando lhe perguntaram “e quanto à morte?”, retorquiu “Se ainda não compreendemos a vida, como poderemos compreender a morte?” Admiramo-nos de que os chineses nos tenham deixado uma parca reserva de mitos sobre a criação? O único mito da criação que sobreviveu na tradição chinesa parece ter vindo por empréstimo tardio da Suméria ou do Rigveda.

Entre os grandes criadores, os grandes porta–vozes de ideais éticos, não existe ninguém mais miraculoso do que o próprio Confúcio. Não reivindicou qualquer fonte divina para os seus ensinamentos nem qualquer inspiração inacessível aos outros. Ao contrário de Moisés, Buda, Jesus ou Maomet, não prescreveu quaisquer mandamentos. Tal como o hinduísmo é um nome para as religiões da India, o confucionismo é um nome para as crenças tradicionais da família chinesa. Os rituais ou sacrifícios “religiosos” não eram presididos por um sacerdote profissional, mas pelo chefe de família, e os sacrifícios estatais eram conduzidos pelo chefe de estado. Confúcio sublinhava que se limitava a fazer reviver os ensinamentos antigos.

Confúcio não foi crucificado nem martirizado. Não conduziu um povo para fora do deserto nem comandou forças em batalha. Poucas marcas deixou na sociedade do seu tempo e poucos discípulos teve em vida. Tendo seguido a carreira de burocrata reformista e ambicioso, morreu frustrado. É fácil vê-lo como um D. Quixote da antiguidade, mas o fracasso da luta constante contra as iniquidades dos caóticos estados chineses daquele tempo despertou de certo modo o povo e acabou por dominar dois mil anos de cultura chinesa.»

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Tesouro da biblioteca | julho 2018

histórias em ponto pag de rosto

UM TESOURO NA NOSSA BIBLIOTECA

HISTÓRIAS EM PONTO DE CONTAR – sobre desenhos de AMADEO DE SOUZA-CARDOSO | António Torrado e Maria Alberta Menéres | Editorial Comunicação |1984

LOCAL: BIBLIOTECA MUNICIPAL de ponte de sor

O tesouro deste mês é uma obra muito bela, concebida sob a orientação gráfica de J. A. Rosado Flores.

Trata-se de um livro ornamentado pela pena de três talentosos artistas portugueses. O título revela a vontade dos dois escritores em contrariarem a ordem pela qual costumam aparecer os autores de uma obra escrita, ou seja, «o trabalho de ilustrar depende do trabalho de escrever». Neste caso, foi o jovem pintor Amadeo de Souza-Cardoso que executou, décadas antes, os desenhos a tinta-da-china, e que, em 1984 deram o mote aos artistas das palavras, António Torrado e Maria Alberta Menéres.

O apresentador da obra assim esclarece: «As vinte gravuras incluídas neste livro pertencem ao álbum XX Dessins par Amadeo de Souza-Cardoso, publicado em Paris, em 1912. No prefácio, Jérôme Doucet, afirma que se trata de construções arquitecturais tão libertas de convenções, que poderiam ser habitantes ou construções de outro planeta». Deste álbum produziu o Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), uma edição especial, em Junho de 1983». Foi, pois, nestas gravuras que se inspiraram livremente os dois escritores que neles lêem histórias subentendidas; foram capazes de ver as cores implícitas e secretas nos desenhos monocromáticos de Souza-Cardoso e torná-los acessíveis à fruição infantil e ao deleite do adulto; criaram histórias que vão muito além de uma legenda à obra pictórica, e que permitem vários níveis de leitura e de leitores estimulando, até, um desejado convívio entre o adulto e a criança.

Os títulos são, eles mesmos, sugestões de mistério e de aventura, como é o caso do conto “A Prodigiosa História dos Galgos Que o Não Eram e da Lebre Que Ficou”.

São todos estes atributos que distinguem este pequeno livro como uma obra de arte, pois nele se reúne tudo o que se pode exigir de um bom livro. A capa reproduz o quadro «Os Galgos», pertencente ao CAM da FCG.

Disponível para consulta na Biblioteca Municipal de Ponte de Sor.

Consultar aqui

 

 

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Apresentação do livro “A Mamã Está Triste”

 

Apresentação - convite

“A mamã está triste”, Carla Isabel Vicente e Margarida Caria

 

«Portugal é o país da Europa com a taxa de depressão mais elevada e o segundo no mundo (só ultrapassado pelos Estados Unidos da América).

A depressão é uma doença com elevada prevalência em Portugal pelo menos 8% da população, ou seja, 400 000 portugueses – estimativa do número de portugueses entre os 18 e os 65 anos, sofrem de depressão e muitos deles são pais.

O número de crianças e jovens cujo pai ou mãe sofre de uma doença mental grave, tal como a depressão, esquizofrenia ou bipolar, é desconhecido. Embora a experiência de cada criança seja única, viver com um pai com uma doença psiquiátrica pode ser embaraçoso, confuso, solitário e assustador. Até à data, estas crianças tem recebido pouca atenção.

Existem inúmeros programas Continuar a ler

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